terça-feira, 23 de julho de 2019

Treinamento progressivo de força prolongada para melhorar o preparo físico de idoso

     Idosos geralmente perdem a força muscular com a idade. Esta redução em força muscular e um estado de fraqueza generalizada associada, significa que os idosos são mais propensos a apresentar problemas na realização de suas atividades diárias e a cair. O treinamento progressivo de resistência  (TPR) é um tipo de exercício, no qual os participantes exercitam seus músculos contra algum tipo de resistência que é progressivamente aumentada conforme a força do participante aumenta. O exercício é usualmente realizado 2 a 3 vezes na semana de moderada a elevada intensidade, utilizando aparelhos de musculação, pesos livres ou faixas elásticas.

    Uma revisão avaliou se TPR pode ajudar a melhorar o preparo físico e a força muscular em idosos. Evidencias de 121 ensaios clínicos randomizados (6700 participantes) mostram que idosos que exercitam seus músculos contra uma força ou resistência tornam-se mais fortes. Eles também melhoram o desempenho em atividades simples como caminhar, subir degraus ou levantar-se de uma cadeira mais rapidamente. A melhora em atividades, como sair da cadeira ou subir escadas é geralmente maior do que a velocidade em caminhar. Além disso, estes exercícios de treinamento de força também melhoram as habilidades físicas dos idosos, incluindo mais atividades complexas diárias como banhar-se ou preparar uma refeição. TPR também reduz a dor em pessoas com osteoartrite. Havia evidencia insuficiente para comentar os riscos da TPR ou os efeitos a longa data.

terça-feira, 25 de junho de 2019


Pessoas que correm descalças

    As pessoas que correm descalças tem a tendência de tocar o chão primeiro com a região do médio pé ou antepé. Isto acontece porque o corpo precisa amortecer os impactos contra o solo. As regiões do antepé e do mediopé fazem o amortecimento. Sem amortecimento as vibrações dos impactos contra o solo aumentam a tensão dos músculos e geram uma sobrecarga nas articulações o que desencadeia ao longo do tempo uma degeneração articular prematura e muitas vezes irreversível. Em seguida a esta degeneração vem o desconforto, as dores e a falta de movimento articular. Para correr descalço o corpo cria uma estratégia biomecânica de corrida que poupa energia. Ao correr descalço a fase de contato com o solo do calcanhar praticamente não existe. A indústria desenvolveu os tênis especiais denominados de minimalistas que contribuem com a naturalidade de correr, mas com uma maior proteção aos pés das pessoas que nunca correram descalças.

Pessoas que correm usando tênis

      As pessoas que correm usando tênis pisam primeiro no solo com os seus calcanhares. Isto acontece porque o corpo precisa amortecer os impactos contra o solo. O solado e o próprio tênis desencadeiam este amortecimento. O amortecimento das vibrações dos impactos contra o solo mantém a tensão dos músculos normal e evita as sobrecargas nas articulações e a degeneração articular prematura. Para correr calçado com tênis o corpo cria outra estratégia biomecânica de corrida que exige um pouco mais de energia. Ao correr calçado com tênis o corpo usa a fase de contato com o solo do calcanhar. Se você optar em usar calçados escolha um tênis que não tenha uma sola muito espessa, que seja flexível para se adaptar bem ao solo, mas ao mesmo tempo firme no suporte do médio e retropé e principalmente que seja confortável aos seus pés, independente da marca. O ideal é experimentar as duas formas. As palmilhas de corrida da Podaly são compostas de materiais propulsores (Elastenil®), amortecedores (Evapod S® ou Neoprene®) e absorvedores de impacto (Plactel®). Se voce optar em correr calçado com tênis pode optar também em acrescentar as palmilhas especiais com objetivo de contribuir no amortecimento dos impactos e diminuir a sobrecarga nas articulações.



PALMILHAS ESPECIAIS INDIVIDUALIZADAS


    A palmilha do próprio coturno ou tênis pode ser suficiente, mas uma avaliação especializada é recomendada. Possuímos a habilitação e o instrumental para diagnosticar a sua necessidade (avaliação individualizada). E poderemos confeccionar uma palmilha para seu coturno ou para seu tênis, indicada para a sua respectiva prática militar e ou esportiva.

    Nas palmilhas especiais são incluídos materiais com várias características: absorção de impacto, auxílio na propulsão da marcha ou corrida e no amortecimento.

Agendamento: ecofisio@gmail.com





sexta-feira, 21 de junho de 2019

Dia Internacional da Esclerose Lateral Amiotrófica: brasileiros participam de pesquisa sobre genes da ELA

Instituto Paulo Gontijo (IPG) estuda a carga genética de pessoas que vivem com ELA e comparam o material com os genes de indivíduos saudáveis. Doença afeta os neurônios motores, responsáveis pela musculatura que acompanha os ossos.

Um grupo internacional de pesquisadores, entre eles brasileiros, vem tentando descobrir as causas da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Eles analisam a carga genética de pacientes para identificar genes causadores da doença. A equipe do Brasil é do Instituto Paulo Gontijo (IPG), e trabalha em colaboração com o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo (USP) e o setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury.

Este 21 de junho é o Dia Internacional da Esclerose Lateral Amiotrófica.

O consórcio internacional "Project MinE", do qual o IGP faz parte, estuda a carga genética de 15 mil pessoas que vivem com ELA e comparam o material com os genes de 7,5 mil "indivíduos controle", ou seja, pessoas que não têm a doença.

Do total de 15 mil pacientes, 100 são brasileiros. E dos 7,5 mil indivíduos controle, 50 são do Brasil.
"O objetivo do projeto é identificar um perfil genético dos pacientes com a doença. E, ao mesmo tempo, que esse perfil seja diferente dos indivíduos controle", explica Miguel Mitne Neto, doutor em genética e coordenador científico do IPG.

Em outras palavras, o objetivo do estudo é chegar aos genes causadores da ELA e descobrir o que cada um deles ocasiona. Atualmente, são conhecidos 35 desses genes. Dois foram reconhecidos recentemente: um há pouco mais de um ano e outro há cerca de oito meses.

"Variantes desse genes estão presentes em indivíduos com a doença, e em geral não são encontrados nas pessoas consideradas normais", afirma Mitne Neto.

Como ainda não se conhecem precisamente as causas da ELA, a doença leva em média de 3 a 5 anos para causar a morte do paciente após a identificação dos sintomas. Os tratamentos ainda são pouco eficazes: em média tendem a aumentar a vida da pessoa doente em 3 a 6 meses.

"Apesar de ser conhecida há mais de cem anos, não sabemos quais são as causas reais da ELA e o que leva ao desligamento motor", diz Mitne Neto.

A hipótese que prevalece atualmente entre os cientistas é a de que a ELA resulta de uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Isso faz com que o estudo da doença seja extremamente complexo.

Os resultados obtidos pelo IPG na pesquisa são compartilhados com cientistas de todo mundo que também estudam ELA por meio do Project MinE. Segundo o pesquisador, a participação do Brasil é fundamental para o sucesso desse consórcio internacional por causa da miscigenação da população brasileira.

"Estudos anteriores com populações fechadas chegaram a identificar genes causadores da ELA, mas os resultados não foram reproduzidos em outras populações", diz Mitne Neto.
Em junho de 2019, foram alcançadas 48% da meta de mapeamento mundial do projeto e 34% da meta da equipe brasileira.

Para atingir a meta final do Brasil, o IPG recebe apoio financeiro de pessoas e empresas. "O processo de coleta, armazenamento e análise do material é extremamente caro e delicado. Das 15 mil amostras, fazemos o sequenciamento de 100 pacientes e 50 controles. Só para isso, são necessários 300 mil euros (R$ 1,3 milhão) – é muito dinheiro", afirma o pesquisador.

Fonte:
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/06/21/dia-internacional-da-esclerose-lateral-amiotrofica-brasileiros-participam-de-pesquisa-sobre-genes-da-ela.ghtml

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quarta-feira, 22 de maio de 2019

terça-feira, 19 de março de 2019

FISIOTERAPIA – ATENDIMENTO ESPECIALIZADO

FISIOTERAPIA – ATENDIMENTO ESPECIALIZADO

     Sou um fisioterapeuta que atua principalmente em situações relacionadas ao sistema musculoesquelético, como pré e pós cirúrgico do ombro, quadril, joelho e tornozelo. Atuo também na área do diagnóstico, tratamento e prognóstico em escoliose idiopática leve, com ênfase a área aeroespacial e militar.

   Experiência e credibilidade na reabilitação esportiva de alto rendimento e no esporte amador. Busco na minha profissão oferecer o que há de certo e concreto, baseado na ciência e também na minha experiência de mais de 18 anos na área da reabilitação física.

   Sou Graduado em Fisioterapia pela Faculdade de Reabilitação da ASCE - FRASCE (2002) no Rio de Janeiro, especialista em Anatomia Humana e Biomecânica pela Universidade Castelo Branco - UCB (2005), mestre em Ciências do Sistema Musculoesquelético pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – INTO (2015-2017), mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (2017-2018) e doutorando em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (2019-2021).






Meta
Enfocar dentro da fisioterapia o sistema musculoesquelético na sua essência e complexidade, oferecendo para os clientes credibilidade e confiança numa prática baseada em evidências científicas e experiência clínica de mais de 18 anos atuando nesta área da fisioterapia.

Valores
- Integridade
- Transparência e Confiança
- Comprometimento
Agendamento: ecofisio@gmail.com
Mais informações: futurofisioterapia.blogspot.com.br

Palmilhas termomoldadas


PALMILHAS ESPECIAIS INDIVIDUALIZADAS



     A palmilha do próprio coturno ou tênis pode ser suficiente, mas uma avaliação especializada é recomendada. Possuímos a habilitação e o instrumental para diagnosticar a sua necessidade (avaliação individualizada). E poderemos confeccionar uma palmilha para seu coturno ou para seu tênis indicada para a respectiva prática militar e ou esportiva.

     Nas palmilhas especiais são incluídos materiais com várias características, como a de absorção de impacto, auxilio na propulsão da marcha ou corrida e no amortecimento.

Agendamento: ecofisio@gmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2019

Avaliação Postural – Triagem Escoliose


Avaliação Postural – Triagem Escoliose

Sr(a) Responsável por menor que pretende ingressar na carreira militar, principalmente na área aeroespacial.

Meu nome é Rugero Bulzing, sou fisioterapeuta, especialista em anatomia e em biomecânica (UCB), mestre em ciências do sistema músculo esquelético (INTO), mestre em educação física (UFRJ) e doutorando em educação física (UFRJ). Coordeno um grupo multidisciplinar de avaliação, educação e tratamento postural com ênfase à escoliose leve, principalmente relacionada à área militar e aeroespacial.

Atendo muitos jovens e ou seus pais que têm muitas dúvidas e incertezas com relação a supostas assimetrias na coluna vertebral e suas implicações.

Como podemos avaliar a escoliose: A avaliação e mensuração de ângulos nas radiografias são práticas frequentes na ortopedia. O método de Cobb avalia a intensidade da deformidade angular em escolioses e é o método mais mencionado na literatura para a avaliação da Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA). Ele é usado tanto nas radiografias convencionais como nas radiografias realizadas em aparelhos digitais. Nas radiografias digitais, o ângulo de Cobb pode ser medido por programas especiais, na tela do computador, porém, mais frequentemente ele é medido de modo manual na imagem digitalizada impressa em películas radiográficas. Nesses casos, os ângulos são obtidos da mesma maneira que em radiografias convencionais, pela demarcação das vértebras limite das curvas, e a determinação do valor angular com o auxílio de goniômetro. O método de Cobb é utilizado tanto para a documentação da progressão da curva como para selecionar e avaliar a efetividade do tratamento postural ou como exigência para seleção em concursos militares. Os exames de imagem devem compor a avaliação clínica e postural do indivíduo e realizada por profissionais especializados e habilitados para isto.



Conforme se estabelece nas Instruções Técnicas das Inspeções de Saúde na Aeronáutica (ICA 160-06):

Os candidatos portadores de escoliose deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico panorâmico ortostático em posição ântero-posterior (AP) e em perfil de coluna vertebral com medição do ângulo de Cobb.
Os candidatos ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar da EPCAR (CPCAR) poderão ter desvio de até 10º (dez) graus Cobb inclusive.
Os candidatos ao Curso de Formação de Oficiais Aviadores e de Oficiais Infantes (CFOAV e CFOInf)) poderão ter desvio de até 15° (quinze) graus Cobb inclusive.
Os alunos do Curso de Formação de Oficiais Aviadores portadores de escoliose cuja angulação esteja compreendida entre 16° Cobb e 20° Cobb (inclusive) deverão ser julgados como “Apto com restrição definitiva ao vôo em aeronave com assento ejetável ou de asa rotativa”.
Os alunos do Curso de Formação de Oficiais Aviadores e de Oficiais Infantes da AFA (CFOAv e CFOInf) não poderão apresentar escoliose que ultrapasse 20º (vinte) graus Cobb.
Os candidatos e alunos do Curso de Formação de Oficiais Intendentes da AFA (CFOInt) não poderão ultrapassar 20° (vinte) graus Cobb.
Os demais candidatos, civis e militares, para ingressar nos demais cursos do COMAER não poderão ultrapassar a 20º (vinte) graus Cobb.

Alem da escoliose, outros parâmetros posturais são avaliados:

a)      LORDOSE Os candidatos portadores de lordose deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico panorâmico ortostático em posição em perfil de coluna vertebral com medição do ângulo de Ferguson. Os candidatos que apresentarem Lordose lombar com mais de 48º (quarenta e oito) graus Ferguson para o sexo masculino ou de 60º (sessenta graus) Ferguson para o sexo feminino serão julgados “INCAPAZ PARA O FIM A QUE SE DESTINA”.
b)      CIFOSE Os inspecionandos portadores de cifose deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico panorâmico de coluna vertebral, em posição ortostática e em perfil, com medição do ângulo de Cobb. Os inspecionandos que apresentarem, ao exame radiológico, mais de 40º (quarenta) graus Cobb, tanto para o sexo masculino quanto para o feminino serão julgados “INCAPAZ ”.
c)      GENU RECURVATUM Os inspecionandos portadores de “genu recurvatum” deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico, realizado em decúbito dorsal, com incidência látero-lateral, com elevação do nível do calcâneo em 10 (dez) cm, em situação de relaxamento. Os inspecionandos que apresentarem, ao exame radiológico, com mais de 5º (cinco) graus, tanto para o sexo masculino quanto para o feminino serão julgados “INCAPAZ”.
d)      GENU VARUM Os inspecionandos, portadores de “genu varum”, deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico, realizado em posição ortostática com carga. Caso evidenciem desvio acima de 6º (seis) graus e apresentem distância bicondilar femoral superior a 7(sete) cm, ao exame clínico serão julgados “INCAPAZ”.
e)      GENU VALGUM Os inspecionandos, portadores de “genu valgum”, deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico, realizado em posição ortostática com carga e em incidência anteroposterior. Caso apresentem distância bimaleolar superior a 7 (sete) cm e, ao exame radiológico, mais de 6º (seis) graus de desvio no eixo anatômico, no sexo masculino e mais de 9º (nove) graus no sexo feminino, serão considerados “INCAPAZ”.
f)       ANOMALIA NO COMPRIMENTO DOS MEMBROS Os inspecionandos, portadores de anomalia no comprimento dos membros, deverão ter seu diagnóstico confirmado por meio de estudo radiológico de escanometria. Caso apresentem ao exame clínico-radiológico discrepância de membros inferiores a 15(quinze) milímetros, constatado em mensuração referencial da crista ilíaca até o maléolo interno e confirmado por meio de escanometria de membros inferiores, serão considerados “INCAPAZ”.

     Somos uma equipe (educador físico, médico, fisioterapeuta, psicóloga e nutricionista), sob minha coordenação. Realizamos a solicitação dos exames complementares necessários para a avaliação e a quantificação da escoliose, assim como uma avaliação postural clássica e outra através da fotogrametria computadorizada. Fornecemos um relatório postural final e se necessário podemos realizar o acompanhamento da evolução da curva escoliótica, assim como, podemos desenvolver o programa clínico-terapêutico, se for o caso. 

   Nossa avaliação acontece na casa do cliente, mediante agendamento prévio. Nossa disponibilidade de horários é de 17 às 22 horas (segunda à quinta) e das 13 às 20 horas (sexta e sábado). Custo do serviço mediante contato pelo e-mail: ecofisio@gmail.com
Atenciosamente,