quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Ciência e tempo.


Professor Carlos Oliveira, ministrando aula ACP na UFRJ, turma doutorado.

Meu trabalho de integração sistemas Isocinéticos x EMG. Pioneiro mundial.
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Integração Sistemas Isocinético x EMG.

Análise avançada de sinais biológicos em biomecânica.

Planejar, executar, melhorar e deixar legado científico.

Grupo de Pesquisa EEFD UFRJ. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Após 65 anos, matemáticos finalmente solucionam 'enigma da soma dos três cubos'

Existem três números ao cubo cuja soma seja 42? Depois de mais de seis décadas sem solução, o enigma que intrigava matemáticos e entusiastas da teoria dos números por fim terminou
Por BBC



'Descobrir finalmente a solução para k=42 é muito gratificante; e, em certo sentido, confirma que tudo vai bem no mundo da matemática', afirma Andrew Sutherland, do MIT — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC
'Descobrir finalmente a solução para k=42 é muito gratificante; e, em certo sentido, confirma que tudo vai bem no mundo da matemática', afirma Andrew Sutherland, do MIT — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC
'Descobrir finalmente a solução para k=42 é muito gratificante; e, em certo sentido, confirma que tudo vai bem no mundo da matemática', afirma Andrew Sutherland, do MIT — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC
Foram meses testando fórmulas matemáticas, sem indício algum de que o esforço daria frutos.
Por isso, quando os matemáticos Andrew Sutherland e Andrew Booker finalmente encontraram a resposta para o problema, o que sentiram foi uma verdadeira "explosão de emoção".
A questão sobre a qual se debruçavam não era nada fácil. Há 65 anos, matemáticos de todo o mundo tentavam resolver o quebra-cabeças da soma de três fatores elevados ao cubo que teria como resultado o número mais difícil de ser alcançado para essa equação: o 42.
Ou, dito de outra maneira, a pergunta-chave era: existem mesmo três cubos cuja soma seja 42?

Algoritmo inteligente

Este problema – estabelecido pela primeira vez em 1954 na Universidade Cambridge, na Inglaterra, e conhecido como a "Equação diofantina x³+y³+z³=k" – desafiou os matemáticos a encontrar soluções para os números de 1 a 100.
Quando formada por algarismos pequenos, uma equação como essa é mais fácil de resolver: por exemplo, o 29 poderia ser escrito como 3³+1³+1³. Por outro lado, há outros números que são insolúveis, como o 32.
O enigma da soma de três cubos foi estabelecida pela primeira vez em 1954 na Universidade de Cambridge, na Inglaterra — Foto: Loic Vennin/AFPO enigma da soma de três cubos foi estabelecida pela primeira vez em 1954 na Universidade de Cambridge, na Inglaterra — Foto: Loic Vennin/AFP
O enigma da soma de três cubos foi estabelecida pela primeira vez em 1954 na Universidade de Cambridge, na Inglaterra — Foto: Loic Vennin/AFP
Nos últimos anos, utilizando diversas técnicas e supercomputadores, todos os números foram resolvidos (ou, para alguns, definiu-se que não havia solução, como o 32), com exceção de dois algarismos: o 33 e o 42.
O matemático Andrew Booker, da Universidade Bristol, então, criou um algoritmo inteligente que, depois de passar semanas rodando em seu supercomputador, em março deste ano encontrou a solução para o 33.
Mas o número 42 tinha um outro nível de complexidade. Quando quis resolvê-lo, Booker percebeu que seu supercomputador não tinha capacidade suficiente para uma tarefa dessa magnitude.
Ele, então, entrou em contato com seu amigo Andrew Sutherland, um dos principais pesquisadores do departamento de matemática do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
Um parêntese: o número 42 tem significado especial para os fanáticos da saga de ficção-científica Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, porque essa é a resposta dada por um supercomputador à pergunta sobre "o sentido da vida, o universo e tudo mais".
Fanático pela obra de Adams, o matemático Sutherland considerou a proposta do colega Booker irresistível. "Fiquei emocionado quando Andy pediu que eu me unisse a ele neste projeto", afirmou o pesquisador do MIT.

'Computador global' trouxe a solução

O segredo por trás da solução do problema se chama Charity Engine, uma espécie de "computador global" que aproveita a potência de mais de 400 mil computadores domésticos do mundo todo.
A cada um desses computadores, os matemáticos deram uma determinada faixa de possibilidades – ou, como nomearam, um "d" (parâmetro que determina um conjunto relativamente pequeno de possibilidades para x, y, z). A partir daí, os cálculos começaram.
Este arquivo de gráficos vetoriais representa os tempos de cálculo para cada um dos mais de 400 mil computadores utilizados para executar a solução — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBCEste arquivo de gráficos vetoriais representa os tempos de cálculo para cada um dos mais de 400 mil computadores utilizados para executar a solução — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC
Este arquivo de gráficos vetoriais representa os tempos de cálculo para cada um dos mais de 400 mil computadores utilizados para executar a solução — Foto: Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC
Depois de meses de trabalhos de adequação dos códigos, o Charity Engine enviou a Booker e Sutherland, finalmente, um muito esperado e-mail, com a almejada solução – que, atestou o supercomputador, é a seguinte: 42 = -80538738812075974³ + 80435758145817515³ + 12602123297335631³.
"Minha primeira reação foi de choque. Com certeza, esperávamos encontrar uma solução. Mas, depois de centenas de milhares de informes que não traziam resultado, e de várias semanas de ajustes dos parâmetros, de checagens e rechecagens do código, quando veio a solução foi realmente uma grande surpresa", explicou Sutherland.
Ao receber a solução, relembrou o matemático, ele sentiu-se tão eufórico que, ainda de pijamas, correu escada acima para contar à esposa. "Encontrar finalmente a tão esperada solução para o problema k=42 é muito gratificante. E, em certo sentido, confirma que tudo está bem no mundo das matemáticas", resumiu.


Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/09/13/apos-65-anos-matematicos-finalmente-solucionam-enigma-da-soma-dos-tres-cubos.ghtml

terça-feira, 23 de julho de 2019

Treinamento progressivo de força prolongada para melhorar o preparo físico de idoso

     Idosos geralmente perdem a força muscular com a idade. Esta redução em força muscular e um estado de fraqueza generalizada associada, significa que os idosos são mais propensos a apresentar problemas na realização de suas atividades diárias e a cair. O treinamento progressivo de resistência  (TPR) é um tipo de exercício, no qual os participantes exercitam seus músculos contra algum tipo de resistência que é progressivamente aumentada conforme a força do participante aumenta. O exercício é usualmente realizado 2 a 3 vezes na semana de moderada a elevada intensidade, utilizando aparelhos de musculação, pesos livres ou faixas elásticas.

    Uma revisão avaliou se TPR pode ajudar a melhorar o preparo físico e a força muscular em idosos. Evidencias de 121 ensaios clínicos randomizados (6700 participantes) mostram que idosos que exercitam seus músculos contra uma força ou resistência tornam-se mais fortes. Eles também melhoram o desempenho em atividades simples como caminhar, subir degraus ou levantar-se de uma cadeira mais rapidamente. A melhora em atividades, como sair da cadeira ou subir escadas é geralmente maior do que a velocidade em caminhar. Além disso, estes exercícios de treinamento de força também melhoram as habilidades físicas dos idosos, incluindo mais atividades complexas diárias como banhar-se ou preparar uma refeição. TPR também reduz a dor em pessoas com osteoartrite. Havia evidencia insuficiente para comentar os riscos da TPR ou os efeitos a longa data.

terça-feira, 25 de junho de 2019


Pessoas que correm descalças

    As pessoas que correm descalças tem a tendência de tocar o chão primeiro com a região do médio pé ou antepé. Isto acontece porque o corpo precisa amortecer os impactos contra o solo. As regiões do antepé e do mediopé fazem o amortecimento. Sem amortecimento as vibrações dos impactos contra o solo aumentam a tensão dos músculos e geram uma sobrecarga nas articulações o que desencadeia ao longo do tempo uma degeneração articular prematura e muitas vezes irreversível. Em seguida a esta degeneração vem o desconforto, as dores e a falta de movimento articular. Para correr descalço o corpo cria uma estratégia biomecânica de corrida que poupa energia. Ao correr descalço a fase de contato com o solo do calcanhar praticamente não existe. A indústria desenvolveu os tênis especiais denominados de minimalistas que contribuem com a naturalidade de correr, mas com uma maior proteção aos pés das pessoas que nunca correram descalças.

Pessoas que correm usando tênis

      As pessoas que correm usando tênis pisam primeiro no solo com os seus calcanhares. Isto acontece porque o corpo precisa amortecer os impactos contra o solo. O solado e o próprio tênis desencadeiam este amortecimento. O amortecimento das vibrações dos impactos contra o solo mantém a tensão dos músculos normal e evita as sobrecargas nas articulações e a degeneração articular prematura. Para correr calçado com tênis o corpo cria outra estratégia biomecânica de corrida que exige um pouco mais de energia. Ao correr calçado com tênis o corpo usa a fase de contato com o solo do calcanhar. Se você optar em usar calçados escolha um tênis que não tenha uma sola muito espessa, que seja flexível para se adaptar bem ao solo, mas ao mesmo tempo firme no suporte do médio e retropé e principalmente que seja confortável aos seus pés, independente da marca. O ideal é experimentar as duas formas. As palmilhas de corrida da Podaly são compostas de materiais propulsores (Elastenil®), amortecedores (Evapod S® ou Neoprene®) e absorvedores de impacto (Plactel®). Se voce optar em correr calçado com tênis pode optar também em acrescentar as palmilhas especiais com objetivo de contribuir no amortecimento dos impactos e diminuir a sobrecarga nas articulações.



PALMILHAS ESPECIAIS INDIVIDUALIZADAS


    A palmilha do próprio coturno ou tênis pode ser suficiente, mas uma avaliação especializada é recomendada. Possuímos a habilitação e o instrumental para diagnosticar a sua necessidade (avaliação individualizada). E poderemos confeccionar uma palmilha para seu coturno ou para seu tênis, indicada para a sua respectiva prática militar e ou esportiva.

    Nas palmilhas especiais são incluídos materiais com várias características: absorção de impacto, auxílio na propulsão da marcha ou corrida e no amortecimento.

Agendamento: ecofisio@gmail.com





sexta-feira, 21 de junho de 2019

Dia Internacional da Esclerose Lateral Amiotrófica: brasileiros participam de pesquisa sobre genes da ELA

Instituto Paulo Gontijo (IPG) estuda a carga genética de pessoas que vivem com ELA e comparam o material com os genes de indivíduos saudáveis. Doença afeta os neurônios motores, responsáveis pela musculatura que acompanha os ossos.

Um grupo internacional de pesquisadores, entre eles brasileiros, vem tentando descobrir as causas da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Eles analisam a carga genética de pacientes para identificar genes causadores da doença. A equipe do Brasil é do Instituto Paulo Gontijo (IPG), e trabalha em colaboração com o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo (USP) e o setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury.

Este 21 de junho é o Dia Internacional da Esclerose Lateral Amiotrófica.

O consórcio internacional "Project MinE", do qual o IGP faz parte, estuda a carga genética de 15 mil pessoas que vivem com ELA e comparam o material com os genes de 7,5 mil "indivíduos controle", ou seja, pessoas que não têm a doença.

Do total de 15 mil pacientes, 100 são brasileiros. E dos 7,5 mil indivíduos controle, 50 são do Brasil.
"O objetivo do projeto é identificar um perfil genético dos pacientes com a doença. E, ao mesmo tempo, que esse perfil seja diferente dos indivíduos controle", explica Miguel Mitne Neto, doutor em genética e coordenador científico do IPG.

Em outras palavras, o objetivo do estudo é chegar aos genes causadores da ELA e descobrir o que cada um deles ocasiona. Atualmente, são conhecidos 35 desses genes. Dois foram reconhecidos recentemente: um há pouco mais de um ano e outro há cerca de oito meses.

"Variantes desse genes estão presentes em indivíduos com a doença, e em geral não são encontrados nas pessoas consideradas normais", afirma Mitne Neto.

Como ainda não se conhecem precisamente as causas da ELA, a doença leva em média de 3 a 5 anos para causar a morte do paciente após a identificação dos sintomas. Os tratamentos ainda são pouco eficazes: em média tendem a aumentar a vida da pessoa doente em 3 a 6 meses.

"Apesar de ser conhecida há mais de cem anos, não sabemos quais são as causas reais da ELA e o que leva ao desligamento motor", diz Mitne Neto.

A hipótese que prevalece atualmente entre os cientistas é a de que a ELA resulta de uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Isso faz com que o estudo da doença seja extremamente complexo.

Os resultados obtidos pelo IPG na pesquisa são compartilhados com cientistas de todo mundo que também estudam ELA por meio do Project MinE. Segundo o pesquisador, a participação do Brasil é fundamental para o sucesso desse consórcio internacional por causa da miscigenação da população brasileira.

"Estudos anteriores com populações fechadas chegaram a identificar genes causadores da ELA, mas os resultados não foram reproduzidos em outras populações", diz Mitne Neto.
Em junho de 2019, foram alcançadas 48% da meta de mapeamento mundial do projeto e 34% da meta da equipe brasileira.

Para atingir a meta final do Brasil, o IPG recebe apoio financeiro de pessoas e empresas. "O processo de coleta, armazenamento e análise do material é extremamente caro e delicado. Das 15 mil amostras, fazemos o sequenciamento de 100 pacientes e 50 controles. Só para isso, são necessários 300 mil euros (R$ 1,3 milhão) – é muito dinheiro", afirma o pesquisador.

Fonte:
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/06/21/dia-internacional-da-esclerose-lateral-amiotrofica-brasileiros-participam-de-pesquisa-sobre-genes-da-ela.ghtml

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quarta-feira, 22 de maio de 2019