sábado, 25 de julho de 2015

Into começa captação de ossos e tendões em todo o país

A cada doação, de 30 a 40 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) são beneficiados com transplantes

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), órgão do Ministério da Saúde sediado no Rio de Janeiro (RJ), expandiu para todo o Brasil a captação de ossos e tendões de seu Banco de Tecidos. Uma equipe médica começou a testar com êxito o piloto desse tipo de procedimento em maio, no município de Arapongas, interior do Paraná. Neste mês de julho, já estruturada, a captação em outros estados tornou-se rotina no Into.

Na prática, o Instituto amplia sua atuação no país e deixa de depender apenas das doações realizadas no estado. “Ao capacitar nossas equipes para ir a qualquer ponto do país fazer as captações, demos um passo crucial para contornar eventual escassez de doadores. Atendemos à necessidade do SUS como um todo em cirurgias ortopédicas que necessitem de um transplante, não só as que ocorrem dentro do Into. Disponibilizamos aqui material para transplantes para quaisquer hospitais que o realizem”, ressalta o diretor do Into, João Matheus Guimarães.

Único hospital brasileiro e um dos 19 do mundo que integram a International Society of Orthopaedic Centers (ISOC), que congrega os melhores hospitais de ortopedia existentes, o Into já capta, processa e disponibiliza tecidos humanos (nos quais estão incluídos ossos e córneas) há 16 anos. Uma única doação, sempre realizada sob autorização dos familiares de pacientes com morte cerebral, beneficia em média de 30 a 40 pessoas à espera dos mais variados tipos de transplantes ortopédicos pelo SUS.

Até agora, todas as captações de tecidos ósseos e tendões do Into tinham como origem doadores do estado do Rio de Janeiro. É essa limitação que o Into rompeu. Pacientes como a estudante universitária Mariana Flores, 20 anos, são os beneficiados desse tipo de ação. Ela precisou de transplante de fêmur aos 13 anos e novamente aos 15, depois de ser diagnosticada com tumor maligno. Nas duas cirurgias, utilizou material do Banco de Tecidos do Into.

“Hoje o meu dia a dia é normal, as cirurgias que fiz não me impedem de fazer nada. Faço academia e musculação, todas as minhas atividades, como qualquer outra pessoa”, conta ela, que decidiu cursar Medicina depois de passar três anos internada ou se recuperando de cirurgias no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e no Into. Hoje, é estudante da UERJ.

TABU – De 2010 a 2013, as doações vinham em crescimento. Em 2014, se estabilizaram. Neste ano, não há tendência de aumento. Segundo o chefe do Banco de Tecidos do Into, Rafael Prinz, este tipo específico de doação enfrenta ainda hoje um tabu. Em pesquisas prévias realizadas no próprio Into, sua equipe constatou que há receio da população de que os corpos dos doadores não sejam entregues íntegros às famílias. Isso porque as equipes médicas retiram ossos e tendões dos braços e pernas.

“Lidamos com o desconhecimento, com uma visão que, em relação aos transplantes de órgãos em geral, já foi até superada. A verdade é que na captação do que chamamos tecidos musculoesqueléticos (ossos e tendões), nas regiões onde ocorre o procedimento, é realizada a reconstrução com material sintético. Os corpos são sempre entregues íntegros”, esclarece Prinz.

O Into mantém equipes preparadas para realizar captações 24 horas por dia, 365 dias do ano. Todo o procedimento, desde a captação, processamento, armazenamento e distribuição do transplante é gratuito para o receptor.

Fonte: http://www.into.saude.gov.br/noticiasAtuais.aspx?id=475

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Into já supera as 5 mil cirurgias em 2015

 Todos os procedimentos cirúrgicos e atendimentos ambulatoriais do Instituto são realizados pelo SUS




















O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), órgão do Ministério da Saúde sediado no Rio de Janeiro (RJ), encerrou o primeiro semestre de 2015 alcançando a marca de 5.074 cirurgias. Esse número representa 48,8% da meta anual acordada entre a direção do Into com a Justiça Federal, Ministério Público Federal e Defensoria Pública para a redução do tempo de espera na fila de cirurgias. O objetivo do Instituto até o final do ano é chegar a 10,5 mil cirurgias.

Todos os procedimentos cirúrgicos e atendimentos ambulatoriais (consultas e tratamentos de reabilitação pós-cirúrgica, por exemplo) são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado inteiro, o Into realizou 7.560 cirurgias. São 21 salas de cirurgia e 321 leitos no complexo localizado na Avenida Brasil.

Instituto recebe pacientes de todo o país e, este ano, já realizou três mutirões de cirurgias de joelho e quadril, algumas das especialidades com maior número de pacientes na fila, no Acre e em Rondônia. No dia 20 deste mês, uma equipe de especialistas do Into do Projeto Suporte retorna a Rondônia para mais um mutirão de cirurgias de quadril. Os mutirões beneficiam pacientes de locais com menor estrutura para procedimentos de alta complexidade, especialmente a Região Norte do país.

“Temos a preocupação não só de reduzir a fila de cirurgias, mas o tempo de espera de cada paciente na fila”, ressalta o diretor do Into, João Matheus Guimarães. No Into, 36% das cirurgias realizadas em 2015 são consideradas de alta complexidade, percentual que vem aumentando ao longo dos anos, já que o Into é a referência ortopédica do SUS e a única instituição com condições de realizar alguns desses procedimentos. O Into é também o único hospital brasileiro e um dos 18 do mundo que integram a International Society of Orthopaedic Centers (ISOC), organismo que congrega os melhores hospitais de ortopedia existentes.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Specialist podoposturologia by French School

Rugero Bulzing obteve a Certificação Internacional em Podoposturologia com um dos criadores da técnica, o francês Jean-Claude Gaillet. que é pioneiro mundial da técnica e professor de Podoposturologia na Universidade de Reims em Barcelona.













Fotos: Ricardo Teixeira
Fonte: Rugero Bulzing

TREINAMENTO NEUROMUSCULAR COM TUBOS ELÁSTICOS PARA MILITARES EM MISSÃO DE PAZ



AVALIAÇÃO DE PROPOSTA DE UM TREINAMENTO NEUROMUSCULAR COM TUBOS ELÁSTICOS PARA MILITARES EM MISSÃO DE PAZ

Com o aumento do sobrepeso nos últimos, nota-se a importância da prática de exercícios físicos  como forma de prevenção e controle deste mal, visando à manutenção da qualidade de vida. Militares em missão de paz, pela especificidade de sua atividade, encontram dificuldades de manterem um treinamento físico constante, apresentando uma pré-disposição maior ao aumento da obesidade. 
Desta maneira o objetivo deste trabalho será de avaliar um método de treinamento neuromuscular em circuito com a utilização de tubos elásticos para a manutenção do condicionamento físico destinado a militares em missão de paz.

Após um estudo de revisão bibliográfica nos bancos de dados científicos com o objetivo de levantar os principais aspectos do tema em questão, as bases de dados utilizadas para a pesquisa foram: Scielo, Pubmed, Lilacs e Google acadêmico, artigos publicados em periódicos científicos, nos últimos 10 anos, nos idiomas português e inglês, abordando os temas: treinamento com tubos elásticos, treinamento em circuito, treinamento neuromuscular, resistência muscular localizada, efeito do destreinamento, treinamento físico militar, militares em operações especiais, militares em missões, condicionamento físico de militares em diferentes missões.  

Foi observado que treinamentos crônicos superiores há 20 semanas na periodicidade superior a 03 sessões semanais foi suficiente para a manutenção do condicionamento físico e principalmente da resistência muscular localizada (RML) em militares jovens entre 20 e 35 anos e moderadamente treinados, bem como pôde-se verificar que o treinamento com elástico é um método simples e menos oneroso que o treinamento com halter para o trabalhar essa valência, ideal para militares em missão de paz, e que conjuntamente com o método em circuito, torna-se uma importante opção à esses indivíduos.

Comparar força e perfil postural de dois grupos de militares submetidos à treinamentos neuromusculares distintos, treinamento com resistência elástica e treinamento conforme preconizado no manual de atividades físicas do Exército Brasileiro (C20-20), com base nos resultados poderemos concluir se o treinamento com tubos elásticos é uma alternativa interessante e viável para a manutenção do condicionamento físico em militares em missão de paz.
 
Palavras-chave: Treinamento neuromuscular, missão de paz, resistência muscular localizada, treinamento em circuito, tubos elásticos. 

Pesquisadores do Projeto: Silvânia Matheus de Oliveira Leal, Rugero Anderson Vaz Bulzing e Marcus Vinicius Landim.










 Fotos: Ricardo Valle
Fonte: Rugero Bulzing - FT
Ano 2015 - 2016


Treinamento Uni ou Bilateral - Prescrição específica e indivídual


Em face da grande demanda atual e da procura por treinamentos para incrementar a força muscular, torna-se importante para o profissional que trabalha com a prescrição desses treinamentos, conhecer melhor como o corpo reage e prescrever de forma individualizada, com o intuito de obter um melhor resultado, neste contexto o pesquisador Rugero Bulzing desenvolve pesquisa na área do treinamento de força no Instituto Nacional de Traumato Ortopedia (INTO).

Pesquisador responsável do Projeto: Prof Esp Rugero Anderson Vaz Bulzing 
  














Fotos: Ricardo Matheus
Fonte: Rugero Bulzing
Data publicação: 14 julho 2015


terça-feira, 14 de julho de 2015

Diferenças entre Mestrado Profissional e Acadêmico.

"Mestrado Profissional" é a designação do Mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Esta ênfase é a única diferença em relação ao acadêmico. Confere, pois, idênticos grau e prerrogativas, inclusive para o exercício da docência, e, como todo programa de pós-graduação stricto sensu, tem a validade nacional do diploma condicionada ao reconhecimento prévio do curso (Parecer CNE/CES 0079/2002).
O Mestrado Profissional responde a uma necessidade socialmente definida de capacitação profissional de natureza diferente da propiciada pelo mestrado acadêmico e não se contrapõe, sob nenhum ponto de vista, à oferta e expansão desta modalidade de curso, nem se constitui em uma alternativa para a formação de mestres segundo padrões de exigência mais simples ou mais rigorosos do que aqueles tradicionalmente adotados pela pós-graduação.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é responsável por regular a oferta de programas de mestrado profissional por meio de chamadas públicas e avaliar os cursos oferecidos. A regulamentação que pretende incentivar essa modalidade foi publicada no dia 23 de junho no Diário Oficial da União pelo Ministério da Educação (MEC). A PORTARIA NORMATIVA N 7, DE 22 DE JUNHO DE 2009 tem como objetivo regulamentar o mestrado profissional, modalidade esta que estava sem regulamentação no país.
São basicamente três diferenças em relação ao mestrado acadêmico:
- O Artigo 6º diz que: "As propostas de cursos de mestrado profissional serão apresentadas à Capes mediante preenchimento por meio eletrônico via internet do Aplicativo para Cursos Novos - Mestrado Profissional (APCN-MP), em resposta a editais de chamadas públicas ou por iniciativa própria das instituições, dentro de cronograma estabelecido periodicamente pela agência." OBS: veja que antes as propostas de cursos de mestrado profissional eram apresentadas e avaliadas no mesmo formato do Mestrado Acadêmico, agora terão um aplicativo e avaliação específicos. Como você pode ver no Artigo 9º: "A análise de propostas de cursos, bem como o acompanhamento periódico e a avaliação trienal dos cursos de mestrado profissional, serão feitas pela CAPES utilizando fichas de avaliação próprias e diferenciadas."
- A segunda mudança está relatada à frente. O parágrafo 1º da alínea IX do Artigo 7º tem a seguinte redação: "O corpo docente do curso deve ser altamente qualificado, conforme demonstrado pela produção intelectual constituída por publicações específicas, produção artística ou produção técnicocientífica, ou ainda por reconhecida experiência profissional, conforme o caso."
- A terceira mudança é com relação ao trabalho de conclusão final. Antes da portaria normativa, os trabalhos deveriam ser apresentados em formato de dissertação, como nos mestrados acadêmicos. Agora, o 3º parágrafo da alínea IX do Artigo 7º diz o seguinte: "O trabalho de conclusão final do curso poderá ser apresentado em diferentes formatos, tais como dissertação, revisão sistemática e aprofundada da literatura, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, publicações tecnológicas; desenvolvimento de aplicativos, de materiais didáticos e instrucionais e de produtos, processos e técnicas; produção de programas de mídia, editoria, composições, concertos, relatórios finais de pesquisa, softwares, estudos de caso, relatório técnico com regras de sigilo, manual de operação técnica, protocolo experimental ou de aplicação em serviços, proposta de intervenção em procedimentos clínicos ou de serviço pertinente, projeto de aplicação ou adequação tecnológica, protótipos para desenvolvimento ou produção de instrumentos, equipamentos e kits, projetos de inovação tecnológica, produção artística; sem prejuízo de outros formatos, de acordo com a natureza da área e a finalidade do curso, desde que previamente propostos e aprovados pela Capes".
A regulamentação do mestrado profisional pretende atender às seguintes necessidades:
Necessidade de estimular a formação de mestres profissionais habilitados para desenvolver atividades e trabalhos técnico-científicos em temas de interesse público;
Necessidade de identificar potencialidades para atuação local, regional, nacional e internacional por órgãos públicos e privados, empresas, cooperativas e organizações não-governamentais, individual ou coletivamente organizadas;
Necessidade de atender, particularmente nas áreas mais diretamente vinculadas ao mundo do trabalho e ao sistema produtivo, a demanda de profissionais altamente qualificados;
Possibilidades a serem exploradas em áreas de demanda latente por formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação stricto sensu com vistas ao desenvolvimento socioeconômico e cultural do país;
Necessidade de capacitação e treinamento de pesquisadores e profissionais destinados a aumentar o potencial interno de geração, difusão e utilização de conhecimentos científicos no processo produtivo de bens e serviços em consonância com a política industrial brasileira;
Natureza e especificidade do conhecimento científico e tecnológico a ser produzido e reproduzido;
Relevância social, científica e tecnológica dos processos de formação profissional avançada, bem como o necessário estreitamento das relações entre as universidades e o setor produtivo.
Avaliação da qualidade dos cursos:
A Capes trata da aprovação de novos cursos de mestrado profissional, da avaliação anual e trienal assim como já é feito com os cursos de mestrado acadêmico e doutorado. Atividade esta que garante a qualidade e a excelência desses cursos de pós-graduação no país. Veja o que diz o parágrafo único do Artigo 9º - "A avaliação será feita por comissões específicas, compostas com participação equilibrada de docentes-doutores, profissionais e técnicos dos setores específicos, reconhecidamente qualificados para o adequado exercício de tais tarefas." Na portaria o Artigo 10 em que estão relacionados os parâmetros para o acompanhamento e avaliação dos cursos.

Fonte: http://www.capes.gov.br/acesso-ainformacao/perguntas-frequentes/pos-graduacao/2376-qual-e-a-diferenca-entre-o-mestrado-academico-e-o-mestrado-profissional

terça-feira, 16 de junho de 2015

Artroscopia de joelho ?


Cicatriz em joelho operado de Ronaldo Fenômeno: cirurgia traz poucos benefícios para pessoas de meia idade, segundo novo estudo
Foto: Ivo Gonzalez/ 30-05-2002

Cirurgia não é solução para dores ou problemas no menisco e ainda pode causar trombose venosa profunda em pacientes de meia idade ou mais velhos
Os benefícios das cirurgias de joelho em pessoas de meia idade ou mais velhas são sem importância e têm potencial nocivo, diz estudo publicado na “British Medical Journal” que vai contra a cirurgia artroscópica (procedimento que cirurgiões ortopedistas usam para ver, diagnosticar e tratar problemas dentro de uma articulação) como solução para dores persistentes no joelho ou problemas no menisco.

O artigo é parte da campanha “Too Much Medicine”, da BMJ, que enfoca a ameaça à saúde e a perda de recursos causados por cuidados desnecessários. Mais de 700 mil artroscopias no joelho foram feitas nos EUA a cada ano (no Reino Unido são 150 mil por ano) em adultos de meia idade em diante com dores persistentes no joelho. 

Pesquisadores dinamarqueses e suecos revisaram 18 estudos sobre os benefícios e danos das cirurgias artroscópicas em comparação com diversos tratamentos — de cirurgia placebo a exercícios — para pessoas a partir da meia idade que sofriam com dores nos joelhos.

A maioria dos estudos sobre os benefícios careciam de um grupo de controle para fazer a comparação e os trabalhos sobre os danos eram geralmente de má qualidade.
Nove ensaios randomizados envolvendo 1.270 pacientes relataram benefícios da cirurgia em pacientes com idades entre 48 e 63 anos e tempo de acompanhamento de três a 24 meses. Acima de tudo, a cirurgia foi associada a um efeito pequeno, mas significativo, na dor no período de três a seis meses (não mais que isso) em comparação com os tratamentos de controle. Nenhum benefício significativo na função física foi encontrado.

Outros nove estudos relatando danos descobriram que, embora rara, a trombose venosa profunda (TVP) foi o evento adverso mais frequentemente relatado, seguido por infecção, embolia pulmonar (um bloqueio da principal artéria do pulmão) e morte.

“É difícil justificar um procedimento com potencial de dano grave, mesmo que raro, quando esse procedimento oferece aos pacientes um benefício não maior que o placebo”, argumenta o professor Andy Carr, da Universidade de Oxford, em editorial de acompanhamento do artigo na BMJ. “Com as taxas de cirurgia ao seu nível atual, um número substancial de vidas poderiam ser salvas eTVPs evitadas todos os anos se este tratamento fosse interrompido ou diminuído”, acrescenta.

Carr acredita que “podemos estar perto de um ponto de inflexão”, onde o peso das evidências contra a cirurgia artroscópica no joelho seja suficiente para superar as preocupações sobre a qualidade dos estudos, preconceito e interesses escusos. Quando esse ponto for alcançado, ele conclui, “devemos esperar uma reversão rápida da prática estabelecida”.

Fonte: 
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/artroscopia-de-joelho-nao-traz-beneficios-diz-estudo-16459689

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Prótese permite sentir 'tato' de pé amputado


Ex-professor diz que prótese lhe deu um novo 'sopro de vida'

Sensores aplicados à base do pé artificial transmitem informações para nervos do paciente

Cientistas da Áustria criaram uma perna artificial que permite que o amputado volte a ter sensações semelhantes ao tato em seu pé.

"Sinto como se tivesse um pé novamente", disse o paciente Wolfang Rangger, que perdeu sua perna direita em 2007. "É como receber um sopro de vida."

O pesquisador Hubert Egger, da Universidade de Linz, explica que sensores presos na palmilha do "pé" artificial estimulam nervos na base do coto - a parte do membro que ficou após a amputação.

Segundo Egger, esta foi a primeira vez que um paciente com uma perna amputada ganhou uma prótese do tipo.

Como funciona

Sensores aplicados à base do pé artificial transmitem informações para nervos do paciente.

Para recuperar esta sensação no paciente, cirurgiões primeiro tiveram que reposicionar os nervos na base de seu coto que ficassem mais próximos à superfície da pele.

Seis sensores foram acoplados à base da prótese, para medir a pressão imposta ao calcanhar e aos dedos artificiais, assim como o movimento dos pés.

Os sinais emitidos são captados por um minicontrolador, que os retransmite para estimuladores posicionados na prótese, no ponto onde ela toca a base do membro amputado.

Estes componentes vibram, estimulando os nervos, que enviam sinais para o cérebro.

— Os sensores dizem ao cérebro que o pé existe, e o paciente tem a sensação de que o está se erguendo do chão quando caminha.

Menos dores

Rangger, um ex-professor de 54 anos que perdeu a perna após um coágulo causar um acidente vascular, vem testando a prótese há seis meses, tanto no laboratório quanto em casa.

Paciente vem testando nova prótese há seis meses, no laboratório e no dia a dia.

— Não escorrego mais no gelo e posso dizer se estou andando sobre cascalho, concreto, grama ou areia. Sinto até mesmo pequenas pedras", diz ele, que também pratica corrida, ciclismo e escalada.

Outro grande benefício foi a redução das dores que sentia de seu "membro fantasma", mesmo anos após ter sido amputado.

Egger diz que isso ocorre porque o cérebro agora recebe informações concretas em vez de buscar pelo membro que falta.

domingo, 10 de maio de 2015

Ebola reaparece no olho e muda a cor da íris de paciente curado

Área considerada ‘imunologicamente privilegiada’ é potencialmente ideal para a permanência do vírus 

Antes do ebola, os dois olhos de Crozier eram azuis; dois meses depois de curado, seu olho esquerdo ficou verde
Foto: Emory Eye Center

RIO - Dois meses depois de ter sido considerado curado do ebola, o médico Ian Crozier voltou ao hospital com dor nos olhos. Quando os médicos olharam mais de perto, ficaram perplexos ao descobrir que células do vírus permaneciam e tinham mudado a cor de seu olho esquerdo, segundo um estudo publicado no “New England Journal of Medicine” nesta quinta-feira. O sangue do médico foi considerado livre do ebola, mas seu olho ainda estava cheio de vírus. E sua íris, de azul, ficou verde. 
Na África, centenas de pessoas ainda sofrem de dores crônicas, de cabeça, perda de audição, falta de período menstrual e fadiga profunda depois de sobreviver ao vírus. Outros desenvolveram problemas de visão como Crozier — e esta tem sido a maior preocupação dos médicos, que acham que, mesmo em pessoas cruaras, o ebola pode continuar vivo no sêmen e dentro dos olhos por até nove meses depois de o paciente se considerar curado. Isto porque estas áreas são consideradas “imunologicamente privilegiadas”, separadas do sistema imunológico, o que é bom, porque as mesmas moléculas que combatem patógenos poderiam danificar essas áreas sensíveis, mas faz com que olhos e testículos sejam lugares potencialmente ideais para vírus a ficar.
 
Como o vírus não está na superfície dos olhos de Crozier, não é contagioso, mas há uma chance de que haja contaminação sexual. O tratamento também é complicado, pois há poucos especialistas, como oftalmologistas, em áreas de contaminação. Crozier teve sorte: com a ajuda de uma equipe de médicos e antivirais poderosos, sua visão — e cor do olho — voltou ao normal em poucos meses. E essa mudança na cor do olho, aliás, permanece um mistério.

Fonte: O globo, 10 maio 2015



 



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Série Psicofisioterapia - Prof Rugero Bulzing

Os depressores do ângulo da boca





Como os depressores foram repetidamente acionados durante a infância por inúmeras gerações, relacionados à emoções negativas, tristezas e momentos infelizes, então toda vez que mesmo um ligeiro sentimento de tristeza for sentido na idade adulta, a força nervosa tenderá a fluir, pelo princípio de habito associado através da depressão do ângulo da boca. Nos casos em que há uma grande exposição durante a infância à estes sentimentos negativos poderemos até mesmo observar esta depressão no ângulo da boca de uma maneira que já compõem a identidade facial deste indivíduo e não somente na manifestação de uma emoção.

O fisioterapeuta que deseja trabalhar para minimizar os efeitos desta expressão carregada, que expressa sofrimento e tristeza, não lhe será muito útil utilizar seus conhecimentos em terapias manuais, elétricas ou de exercícios faciais. A importância da odontologia para verificar danos relacionados à mordida e oclusão que podem ter como etiologia a tensão nos músculos faciais, principalmente dos depressores do ângulo da boca e nossa principal contribuição, como fisioterapeutas, pode estar na psicofisioterapia, constituída de abordagens físicas e psíquicas de maneira simultânea e com algumas ferramentas emprestadas da psicanálise e da bioenergética. Uma indicação na nossa área seriae uma abordagem através da Terapia Reichiana.
Autor: Rugero Bulzing - FT