terça-feira, 14 de julho de 2015

Diferenças entre Mestrado Profissional e Acadêmico.

"Mestrado Profissional" é a designação do Mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Esta ênfase é a única diferença em relação ao acadêmico. Confere, pois, idênticos grau e prerrogativas, inclusive para o exercício da docência, e, como todo programa de pós-graduação stricto sensu, tem a validade nacional do diploma condicionada ao reconhecimento prévio do curso (Parecer CNE/CES 0079/2002).
O Mestrado Profissional responde a uma necessidade socialmente definida de capacitação profissional de natureza diferente da propiciada pelo mestrado acadêmico e não se contrapõe, sob nenhum ponto de vista, à oferta e expansão desta modalidade de curso, nem se constitui em uma alternativa para a formação de mestres segundo padrões de exigência mais simples ou mais rigorosos do que aqueles tradicionalmente adotados pela pós-graduação.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é responsável por regular a oferta de programas de mestrado profissional por meio de chamadas públicas e avaliar os cursos oferecidos. A regulamentação que pretende incentivar essa modalidade foi publicada no dia 23 de junho no Diário Oficial da União pelo Ministério da Educação (MEC). A PORTARIA NORMATIVA N 7, DE 22 DE JUNHO DE 2009 tem como objetivo regulamentar o mestrado profissional, modalidade esta que estava sem regulamentação no país.
São basicamente três diferenças em relação ao mestrado acadêmico:
- O Artigo 6º diz que: "As propostas de cursos de mestrado profissional serão apresentadas à Capes mediante preenchimento por meio eletrônico via internet do Aplicativo para Cursos Novos - Mestrado Profissional (APCN-MP), em resposta a editais de chamadas públicas ou por iniciativa própria das instituições, dentro de cronograma estabelecido periodicamente pela agência." OBS: veja que antes as propostas de cursos de mestrado profissional eram apresentadas e avaliadas no mesmo formato do Mestrado Acadêmico, agora terão um aplicativo e avaliação específicos. Como você pode ver no Artigo 9º: "A análise de propostas de cursos, bem como o acompanhamento periódico e a avaliação trienal dos cursos de mestrado profissional, serão feitas pela CAPES utilizando fichas de avaliação próprias e diferenciadas."
- A segunda mudança está relatada à frente. O parágrafo 1º da alínea IX do Artigo 7º tem a seguinte redação: "O corpo docente do curso deve ser altamente qualificado, conforme demonstrado pela produção intelectual constituída por publicações específicas, produção artística ou produção técnicocientífica, ou ainda por reconhecida experiência profissional, conforme o caso."
- A terceira mudança é com relação ao trabalho de conclusão final. Antes da portaria normativa, os trabalhos deveriam ser apresentados em formato de dissertação, como nos mestrados acadêmicos. Agora, o 3º parágrafo da alínea IX do Artigo 7º diz o seguinte: "O trabalho de conclusão final do curso poderá ser apresentado em diferentes formatos, tais como dissertação, revisão sistemática e aprofundada da literatura, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, publicações tecnológicas; desenvolvimento de aplicativos, de materiais didáticos e instrucionais e de produtos, processos e técnicas; produção de programas de mídia, editoria, composições, concertos, relatórios finais de pesquisa, softwares, estudos de caso, relatório técnico com regras de sigilo, manual de operação técnica, protocolo experimental ou de aplicação em serviços, proposta de intervenção em procedimentos clínicos ou de serviço pertinente, projeto de aplicação ou adequação tecnológica, protótipos para desenvolvimento ou produção de instrumentos, equipamentos e kits, projetos de inovação tecnológica, produção artística; sem prejuízo de outros formatos, de acordo com a natureza da área e a finalidade do curso, desde que previamente propostos e aprovados pela Capes".
A regulamentação do mestrado profisional pretende atender às seguintes necessidades:
Necessidade de estimular a formação de mestres profissionais habilitados para desenvolver atividades e trabalhos técnico-científicos em temas de interesse público;
Necessidade de identificar potencialidades para atuação local, regional, nacional e internacional por órgãos públicos e privados, empresas, cooperativas e organizações não-governamentais, individual ou coletivamente organizadas;
Necessidade de atender, particularmente nas áreas mais diretamente vinculadas ao mundo do trabalho e ao sistema produtivo, a demanda de profissionais altamente qualificados;
Possibilidades a serem exploradas em áreas de demanda latente por formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação stricto sensu com vistas ao desenvolvimento socioeconômico e cultural do país;
Necessidade de capacitação e treinamento de pesquisadores e profissionais destinados a aumentar o potencial interno de geração, difusão e utilização de conhecimentos científicos no processo produtivo de bens e serviços em consonância com a política industrial brasileira;
Natureza e especificidade do conhecimento científico e tecnológico a ser produzido e reproduzido;
Relevância social, científica e tecnológica dos processos de formação profissional avançada, bem como o necessário estreitamento das relações entre as universidades e o setor produtivo.
Avaliação da qualidade dos cursos:
A Capes trata da aprovação de novos cursos de mestrado profissional, da avaliação anual e trienal assim como já é feito com os cursos de mestrado acadêmico e doutorado. Atividade esta que garante a qualidade e a excelência desses cursos de pós-graduação no país. Veja o que diz o parágrafo único do Artigo 9º - "A avaliação será feita por comissões específicas, compostas com participação equilibrada de docentes-doutores, profissionais e técnicos dos setores específicos, reconhecidamente qualificados para o adequado exercício de tais tarefas." Na portaria o Artigo 10 em que estão relacionados os parâmetros para o acompanhamento e avaliação dos cursos.

Fonte: http://www.capes.gov.br/acesso-ainformacao/perguntas-frequentes/pos-graduacao/2376-qual-e-a-diferenca-entre-o-mestrado-academico-e-o-mestrado-profissional

terça-feira, 16 de junho de 2015

Artroscopia de joelho ?


Cicatriz em joelho operado de Ronaldo Fenômeno: cirurgia traz poucos benefícios para pessoas de meia idade, segundo novo estudo
Foto: Ivo Gonzalez/ 30-05-2002

Cirurgia não é solução para dores ou problemas no menisco e ainda pode causar trombose venosa profunda em pacientes de meia idade ou mais velhos
Os benefícios das cirurgias de joelho em pessoas de meia idade ou mais velhas são sem importância e têm potencial nocivo, diz estudo publicado na “British Medical Journal” que vai contra a cirurgia artroscópica (procedimento que cirurgiões ortopedistas usam para ver, diagnosticar e tratar problemas dentro de uma articulação) como solução para dores persistentes no joelho ou problemas no menisco.

O artigo é parte da campanha “Too Much Medicine”, da BMJ, que enfoca a ameaça à saúde e a perda de recursos causados por cuidados desnecessários. Mais de 700 mil artroscopias no joelho foram feitas nos EUA a cada ano (no Reino Unido são 150 mil por ano) em adultos de meia idade em diante com dores persistentes no joelho. 

Pesquisadores dinamarqueses e suecos revisaram 18 estudos sobre os benefícios e danos das cirurgias artroscópicas em comparação com diversos tratamentos — de cirurgia placebo a exercícios — para pessoas a partir da meia idade que sofriam com dores nos joelhos.

A maioria dos estudos sobre os benefícios careciam de um grupo de controle para fazer a comparação e os trabalhos sobre os danos eram geralmente de má qualidade.
Nove ensaios randomizados envolvendo 1.270 pacientes relataram benefícios da cirurgia em pacientes com idades entre 48 e 63 anos e tempo de acompanhamento de três a 24 meses. Acima de tudo, a cirurgia foi associada a um efeito pequeno, mas significativo, na dor no período de três a seis meses (não mais que isso) em comparação com os tratamentos de controle. Nenhum benefício significativo na função física foi encontrado.

Outros nove estudos relatando danos descobriram que, embora rara, a trombose venosa profunda (TVP) foi o evento adverso mais frequentemente relatado, seguido por infecção, embolia pulmonar (um bloqueio da principal artéria do pulmão) e morte.

“É difícil justificar um procedimento com potencial de dano grave, mesmo que raro, quando esse procedimento oferece aos pacientes um benefício não maior que o placebo”, argumenta o professor Andy Carr, da Universidade de Oxford, em editorial de acompanhamento do artigo na BMJ. “Com as taxas de cirurgia ao seu nível atual, um número substancial de vidas poderiam ser salvas eTVPs evitadas todos os anos se este tratamento fosse interrompido ou diminuído”, acrescenta.

Carr acredita que “podemos estar perto de um ponto de inflexão”, onde o peso das evidências contra a cirurgia artroscópica no joelho seja suficiente para superar as preocupações sobre a qualidade dos estudos, preconceito e interesses escusos. Quando esse ponto for alcançado, ele conclui, “devemos esperar uma reversão rápida da prática estabelecida”.

Fonte: 
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/artroscopia-de-joelho-nao-traz-beneficios-diz-estudo-16459689

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Prótese permite sentir 'tato' de pé amputado


Ex-professor diz que prótese lhe deu um novo 'sopro de vida'

Sensores aplicados à base do pé artificial transmitem informações para nervos do paciente

Cientistas da Áustria criaram uma perna artificial que permite que o amputado volte a ter sensações semelhantes ao tato em seu pé.

"Sinto como se tivesse um pé novamente", disse o paciente Wolfang Rangger, que perdeu sua perna direita em 2007. "É como receber um sopro de vida."

O pesquisador Hubert Egger, da Universidade de Linz, explica que sensores presos na palmilha do "pé" artificial estimulam nervos na base do coto - a parte do membro que ficou após a amputação.

Segundo Egger, esta foi a primeira vez que um paciente com uma perna amputada ganhou uma prótese do tipo.

Como funciona

Sensores aplicados à base do pé artificial transmitem informações para nervos do paciente.

Para recuperar esta sensação no paciente, cirurgiões primeiro tiveram que reposicionar os nervos na base de seu coto que ficassem mais próximos à superfície da pele.

Seis sensores foram acoplados à base da prótese, para medir a pressão imposta ao calcanhar e aos dedos artificiais, assim como o movimento dos pés.

Os sinais emitidos são captados por um minicontrolador, que os retransmite para estimuladores posicionados na prótese, no ponto onde ela toca a base do membro amputado.

Estes componentes vibram, estimulando os nervos, que enviam sinais para o cérebro.

— Os sensores dizem ao cérebro que o pé existe, e o paciente tem a sensação de que o está se erguendo do chão quando caminha.

Menos dores

Rangger, um ex-professor de 54 anos que perdeu a perna após um coágulo causar um acidente vascular, vem testando a prótese há seis meses, tanto no laboratório quanto em casa.

Paciente vem testando nova prótese há seis meses, no laboratório e no dia a dia.

— Não escorrego mais no gelo e posso dizer se estou andando sobre cascalho, concreto, grama ou areia. Sinto até mesmo pequenas pedras", diz ele, que também pratica corrida, ciclismo e escalada.

Outro grande benefício foi a redução das dores que sentia de seu "membro fantasma", mesmo anos após ter sido amputado.

Egger diz que isso ocorre porque o cérebro agora recebe informações concretas em vez de buscar pelo membro que falta.

domingo, 10 de maio de 2015

Ebola reaparece no olho e muda a cor da íris de paciente curado

Área considerada ‘imunologicamente privilegiada’ é potencialmente ideal para a permanência do vírus 

Antes do ebola, os dois olhos de Crozier eram azuis; dois meses depois de curado, seu olho esquerdo ficou verde
Foto: Emory Eye Center

RIO - Dois meses depois de ter sido considerado curado do ebola, o médico Ian Crozier voltou ao hospital com dor nos olhos. Quando os médicos olharam mais de perto, ficaram perplexos ao descobrir que células do vírus permaneciam e tinham mudado a cor de seu olho esquerdo, segundo um estudo publicado no “New England Journal of Medicine” nesta quinta-feira. O sangue do médico foi considerado livre do ebola, mas seu olho ainda estava cheio de vírus. E sua íris, de azul, ficou verde. 
Na África, centenas de pessoas ainda sofrem de dores crônicas, de cabeça, perda de audição, falta de período menstrual e fadiga profunda depois de sobreviver ao vírus. Outros desenvolveram problemas de visão como Crozier — e esta tem sido a maior preocupação dos médicos, que acham que, mesmo em pessoas cruaras, o ebola pode continuar vivo no sêmen e dentro dos olhos por até nove meses depois de o paciente se considerar curado. Isto porque estas áreas são consideradas “imunologicamente privilegiadas”, separadas do sistema imunológico, o que é bom, porque as mesmas moléculas que combatem patógenos poderiam danificar essas áreas sensíveis, mas faz com que olhos e testículos sejam lugares potencialmente ideais para vírus a ficar.
 
Como o vírus não está na superfície dos olhos de Crozier, não é contagioso, mas há uma chance de que haja contaminação sexual. O tratamento também é complicado, pois há poucos especialistas, como oftalmologistas, em áreas de contaminação. Crozier teve sorte: com a ajuda de uma equipe de médicos e antivirais poderosos, sua visão — e cor do olho — voltou ao normal em poucos meses. E essa mudança na cor do olho, aliás, permanece um mistério.

Fonte: O globo, 10 maio 2015



 



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Série Psicofisioterapia - Prof Rugero Bulzing

Os depressores do ângulo da boca





Como os depressores foram repetidamente acionados durante a infância por inúmeras gerações, relacionados à emoções negativas, tristezas e momentos infelizes, então toda vez que mesmo um ligeiro sentimento de tristeza for sentido na idade adulta, a força nervosa tenderá a fluir, pelo princípio de habito associado através da depressão do ângulo da boca. Nos casos em que há uma grande exposição durante a infância à estes sentimentos negativos poderemos até mesmo observar esta depressão no ângulo da boca de uma maneira que já compõem a identidade facial deste indivíduo e não somente na manifestação de uma emoção.

O fisioterapeuta que deseja trabalhar para minimizar os efeitos desta expressão carregada, que expressa sofrimento e tristeza, não lhe será muito útil utilizar seus conhecimentos em terapias manuais, elétricas ou de exercícios faciais. A importância da odontologia para verificar danos relacionados à mordida e oclusão que podem ter como etiologia a tensão nos músculos faciais, principalmente dos depressores do ângulo da boca e nossa principal contribuição, como fisioterapeutas, pode estar na psicofisioterapia, constituída de abordagens físicas e psíquicas de maneira simultânea e com algumas ferramentas emprestadas da psicanálise e da bioenergética. Uma indicação na nossa área seriae uma abordagem através da Terapia Reichiana.
Autor: Rugero Bulzing - FT

sábado, 27 de setembro de 2014

Prótese de madeira da Amazônia é desenvolvida em universidade do AM

Segundo criadora, protótipo é mais barato e confortável que próteses comuns.


Prótese de madeira foi lançada em Manaus (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)



















Prótese de madeira foi lançada em Manaus (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)

O primeiro protótipo de prótese em madeira laminada e colada foi apresentado, nesta terça-feira (16), em Manaus. O modelo propõe uma prótese mais confortável para pacientes amputados. Segundo a coordenadora do projeto, a engenheira mecânica Marlene Araújo, o membro artificial tem uma durabilidade equivalente e um custo 90% menor às próteses de fibra de carbono, consideradas as mais modernas no ramo atualmente. Madeiras da Amazônia são utilizadas na fabricação da prótese, desenvolvida em estudo da Universidade do Estado do Amazonas(UEA).

Ainda segundo Marlene, o projeto teve início há quase dez anos e a primeira fase do projeto foi 100% científica. "A primeira fase foi de dimensionamento da prótese, que envolve a definição do material composto, que foi madeira laminada e colada, além de ensaios com carga estática e cíclica para ver como a prótese se comportava em diferentes situações", explicou a pesquisadora.

Os mesmos testes foram feitos em próteses de fibra de carbono para a comparação com o aparelho sustentável, analisando os quesitos marcha e conforto. Para o protótipo foram utilizadas madeiras das espécies Roxinho, Pau-D'arco e Cumaru, encontradas na região amazônica. "O critério utilizado para a escolha dessas espécies foi a elasticidade das mesmas, o que contribui para qualidade da marcha e no conforto. Outra vantagem em usar madeiras da região é o fato de que no futuro essa prótese pode se tornar um produto nosso, gerando emprego e renda", destacou Marlene.
Prótese é utilizada por amputado que participou do projeto que criou modelo na UEA (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)
Prótese é utilizada por amputado que participou do projeto que criou modelo na UEA (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)

Durante a pesquisa, até mesmo um robô francês foi estudado, por conta de seu padrão de modelagem de marcha humanoide. Segundo Marlene, a forma como o robô funciona contribuiu muito para a pesquisa. "A qualidade de marcha é o fator mais importante da pesquisa, e o robô NAO nos dá uma ótima referência de marcha artificial", disse.
As pesquisas continuam no intuito de aperfeiçoar e padronizar as próteses, para que elas possam se tornar um produto disponível a um custo 90% menor do que o de uma prótese de fibra de carbono, com uma durabilidade equivalente. "Ainda temos pelo menos um ano e meio de pesquisa pela frente, mas é possível enxergar no futuro uma prótese como essa custando 10% do valor de uma de fibra de carbono, que hoje no mercado você encontra com um preço de R$ 7 mil a R$ 10 mil. Além disso, a durabilidade é de 10 milhões de passos, o que gira em torno de cinco anos, quase o mesmo tempo que dura uma prótese de fibra de carbono", afirmou Marlene.
Por enquanto, apenas cinco pacientes experimentaram a prótese. Eles se voluntariaram a fazer parte do projeto. "Por enquanto não há testes de campo. Todos os estudos que fazemos são realizados em ambiente clínico com o apoio de dois fisioterapeutas", revelou a professora Marlene.
Professora responsável pelo projeto apresentou vantagens do modelo (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)
Professora responsável pelo projeto apresentou
vantagens do modelo (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)
A pesquisadora declarou estar satisfeita com o resultado obtido até o momento, e falou da importância social do projeto. "Se você for pensar, atualmente apenas 3% dos pacientes que utilizam prótese tem acesso à fibra de carbono. Os outros 93% utilizam a prótese de pé rígido. Essa nova opção pode melhorar a qualidade de vida de muita gente", disse.
O engenheiro mecânico Paulo Alexandre Barbosa dos Santos, de 32 anos, foi quem apresentou o protótipo. Amputado há 13 anos, ele usa prótese há sete, mas só teve acesso à fibra de carbono há três. Paulo é formado pelaUEA, instituição que desenvolve o projeto, e durante a sua trajetória acadêmica, foi bolsista do projeto que criou a prótese.
Em entrevista ao G1, o usuário da prótese disse que o estudo mudou a sua vida. "Além do ensinamento acadêmico que eu adquiri no desenvolvimento deste projeto, teve a parte social, porque é importante dar opção de prótese de baixo custo e boa qualidade para os pacientes.  A parte do conforto é o diferencial dessa prótese. Comparando com a minha antiga, ela é muito superior nesse sentido, principalmente na absorção de impacto e devolução do peso", disse.
Participante do projeto como estudante, profissional e paciente, Paulo se emociona ao falar do protótipo concluído. "Para um engenheiro é um privilégio desenvolver algo que daqui a pouco tempo pode estar no mercado e que pode ajudar outras pessoas. Isso não tem preço. Como paciente, eu uso algo que ajudei a projetar, isso diz tudo", afirmou.
Fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2014/09/protese-de-madeira-da-amazonia-e-desenvolvida-em-universidade-do-am.html






segunda-feira, 23 de junho de 2014

OMS divulga ter encontrado no Brasil vírus causador da poliomielite

Vírus estava em esgoto colhido no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Não há casos de contaminação humana, afirma a agência da ONU.

A Organização Mundial de Saúde divulgou nesta segunda-feira (23) que autoridades de vigilância encontraram no Brasil a circulação do poliovírus selvagem tipo 1, um dos sorotipos que causam a poliomielite (pólio).
De acordo com uma nota divulgada pela agência da ONU, o vírus foi encontrado em amostras coletadas em março no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Ainda segundo a organização, essa amostra seria similar a outra recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial.
O comunicado diz também que risco de o vírus da pólio encontrado no Brasil se espalhar internacionalmente é "muito baixo", e da Guiné Equatorial é "alto". Nenhum caso de contaminação humana foi relatado até o momento.
Pólio erradicada no Brasil
Apesar de ser considerada uma doença altamente contagiosa, que afeta principalmente crianças com menos de cinco anos, a pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1989.
O número de casos de pólio no mundo caiu mais de 99% desde 1988, passando de 350 mil a 406 casos notificados em 2013. Esta diminuição deve-se ao esforço global para erradicar a doença, segundo a OMS.
No entanto, em maio deste ano a organização decretou estado de emergência de saúde pública após o registro, desde janeiro, de casos no Afeganistão, Iraque e Guiné Equatorial. A doença pode causar paralisia em algumas horas e, em alguns casos, ser fatal.

sábado, 21 de junho de 2014

Arsenal reforçado na luta contra as superbactérias


Bactérias da espécie Escherichia coli (em vermelho) na superfície de uma célula epitelial humana (em verde): micro-organismos da família dos gram-negativos, como a E. Coli, que causa diversos males, poderão ser alvo de uma nova geração de antibióticos
Foto: Latinstock
RIO - Desde a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, os antibióticos se tornaram a principal arma da Humanidade na luta contra infecções bacterianas que até então podiam ser fatais. Mas o uso excessivo e muitas vezes inadequado deste tipo de remédio em humanos e animais nas últimas décadas acelerou o surgimento das chamadas “superbactérias”, micro-organismos resistentes a todos ou à maior parte dos medicamentos hoje disponíveis, cuja última grande classe foi desenvolvida ainda nos anos 80.
Isto fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertar em relatório recente para o crescente risco de enfrentarmos uma “era pós-antibióticos, em que infecções comuns e pequenos ferimentos que têm sido tratáveis há décadas podem mais uma vez serem mortais”. Agora, porém, pesquisadores encontraram o que acreditam ser um possível “calcanhar de Aquiles” em uma das principais famílias de bactérias, conhecidas como gram-negativas, que não só abre caminho para a criação de toda uma nova classe de antibióticos como uma contra a qual estes micro-organismos não conseguiriam desenvolver resistência.
Uma das principais características das bactérias gram-negativas é a presença de uma membrana externa de gordura. Protegidos por esta armadura impermeável, micro-organismos perigosos causadores de males que vão de diarreias à meningite, passando por problemas respiratórios e infecções urinárias, conseguem resistir aos ataques do sistema imune e mesmo dos antibióticos. A maneira como as bactérias gram-negativas constroem esta barreira, no entanto, permanecia um mistério para os cientistas, e este foi o alvo dos pesquisadores liderados por Changjiang Dong, professor da Escola de Medicina da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
- Identificamos o caminho e o portão usado pelas bactérias para transportar os tijolos de construção da barreira para sua superfície externa. Mais importante ainda, demonstramos que as bactérias morreriam se este portão for trancado – conta Dong. - Isto é realmente importante porque as bactérias resistentes são um problema de saúde global. Muitos dos antibióticos atuais estão se tornando inúteis, o que provoca centenas de milhares de mortes a cada ano. E o número de superbactérias está crescendo a um ritmo inesperado. O que esta pesquisa fornece é uma nova plataforma para criação de uma nova geração de remédios que precisamos com urgência.
Outra vantagem da descoberta do mecanismo é que os possíveis futuros antibióticos poderiam se focar em destruir apenas a armadura das bactérias, não interagindo com os micro-organismos em si e assim dificultando o desenvolvimento de alguma resistência, destaca Haohao Dong, estudante de doutorado na universidade britânica e principal autor de artigo sobre a pesquisa, publicado na edição desta semana da revista “Nature”.
- O que é realmente excitante nesta pesquisa é que as novas drogas poderão ter como alvo a barreira protetora em torno da bactéria no lugar da bactéria em si – explica. - E como os novos remédios não precisarão entrar na própria bactéria, temos esperanças de que as bactérias não serão capazes de desenvolverem resistência a eles no futuro.


Copa 2014: fisioterapeuta que cuidou de Suárez faz tratamento de quimioterapia e só está no Brasil a pedido do jogador

Suárez abraça o fisioterapeuta Walter Ferreira após marcar contra a Inglaterra

A história que envolveu os dois gols de Suárez contra a Inglaterra, na última quinta-feira, é muito mais emocionante do que se imaginava. Após marcar um deles, o jogador correu em direção ao fisioterapeuta da seleção uruguaia, Walter Ferreira, e dedicou o gol a ele. Segundo Luisito, 90% dos gols são do fisioterapeuta.
Foi Ferreira, de 63 anos, quem cuidou de Suárez durante a sua recuperação de uma lesão no joelho a poucos dias da Copa do Mundo. Mas o que poucos sabiam é que Ferreira também vive uma situação delicada, mais delicada até do que a vivida por Suárez. O profissional da Celeste passa pelo processo de quimioterapia para a cura de um linfoma e não deveria estar no Brasil. Só está a pedido do artilheiro. No Uruguai, Suárez fazia o tratamento na casa de Ferreira, pois este não podia ir ao ct da Celeste.
- Eu não gosto de falar muito disso, porque fico emocionado. A verdade é que eu sou um agradecido. Agradeço à comissão técnica da seleção pela confiança que depositou na minha pessoa ao mandar o Luis para trabalhar comigo, sem nenhum empecilho. Eu não podia ir ao ct e o Luis ia para a minha casa. Isso eu também valorizo muito. A energia que ele me deu, sua família, sua esposa, minha família... Sou um agradecido de coração e a quem agradeço de verdade... os médicos que estão me tratando - disse Walter Ferreira, com lágrimas nos olhos, ao programa de rádio uruguaio Pasión Tricolor.
Na mesma entrevista, Ferreira, que também é fisioterapeuta do Nacional (URU), reconheceu a força de vontade de Suárez para dar a volta por cima.
- O Luis merece o que está vivendo porque trabalhou muito e se não tivesse feito isso, hoje não estaria aqui.
A verdade é que Walter Ferreira se tornou um exemplo de vida para todos os uruguaios.
- Agradeço a todos que estão me apoiando neste processo. Vamos ver o que acontece. A vida tem altos e baixos e temos que seguir lutando sempre - finalizou.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Projeto que consistia em desenvolver órgãos e tecidos artificiais em 3D

Wesleyan Araújo, 23 anos, concluiu os estudos com uma temporada no MIT/Harvard, onde participou de projeto que consistia em desenvolver órgãos e tecidos artificiais em 3D a partir de uma bio-impressão em um aparelho chamado NovoGen MMX Bioprinter.

 
Wesleyan candidatou-se para o MIT/Havard, foi selecionado e, em julho de 2012, embarcou para os Estados Unidos. O bolsista passou um ano no laboratório Khademhosseini Lab, em Cambridge, nos Estados Unidos, que é associado à Harvard University, ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) e ao Brigham and Women’s Hospital. “Com essa oportunidade pude ampliar meus conhecimentos e aprender novas técnicas desenvolvidas pelos melhores pesquisadores do mundo”, disse o estudante.
 
“Quando voltei ao Brasil após um ano nos EUA, percebi o quanto havia amadurecido com a experiência de estudar fora durante a graduação-sanduíche. Tive como resultados a publicação de um artigo científico pelo MIT/Harvard e minha participação em congressos em Boston, além do aprimoramento do meu senso crítico e reflexivo nesta etapa de minha vida. Pude perceber que minha linha de pesquisa no Brasil era o que realmente gostaria de fazer”. afirmaWesleyan.
 
Segundo o estudante, ainda durante a graduação e incentivado pela Professora Juliana Cordeiro Cardoso, surgiu a oportunidade de fazer doutorado. E foi pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) do programa Ciência sem Fronteiras que o estudante viu se abrir mais essa oportunidade.  Graduou-se em julho de 2013 e, em fevereiro de 2014, foi aprovado para o Doutorado pleno na Martin-Luther-Universität Halle-Wittenberg, na Alemanha. Wesleyan também foi contemplado pelo DAAD com um curso de alemão pelo período de seis meses (abril a setembro de 2014).
 
Para Wesleyan, “desenvolver uma tese de doutorado na Alemanha significará explorar uma linha de pesquisa ainda não disponível no Brasil, construindo uma nova parceria entre Brasil e Alemanha, que possibilitará a troca de experiências e a potencial transferência de tecnologia.”
 
Currículo – Wesleyan Araújo nasceu em Jaguaquara, cidade do interior da Bahia, em 1990. Filho de professora, ingressou na Universidade Tiradentes através do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) para cursar a graduação em Farmácia. Durante o curso teve o primeiro contato com a atividade de pesquisa e foi bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE), atuando no projeto “Desenvolvimento e avaliação de filmes de colágeno contendo timol em vesículas lipossomais”.
 
Ele tinha o sonho de fazer doutorado no exterior, mas a oportunidade de estudar fora surgiu ainda na graduação como bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras. Após a primeira experiência no exterior, terminou a graduação e foi aprovado para cursar o doutorado na Martin-Luther-Universität Halle-Wittenberg, na Alemanha.
  


Coordenação de Comunicação Social
Fotos: Arquivo pessoal